O álbum de fotografia é uma espécie de geladeira de história. Nele, armazenamos imperecíveis, as imagens do nosso tempo. Guardo na mente um álbum do Brasil dos últimos anos. Ao folheá-lo, deparei com duas fotografias marcantes.
A primeira é uma fotografia alegre, que esbanja felicidade. As ruas pintadas de amarelo e verde, as casas de azul e vermelho, e o coração de amor e alegria.
A foto de uma época de luz e prosperidade, onde o que importa é a diversão e a alegria. Carros alegóricos invadindo a avenida, passista dançando e balançando os adornos de suas roupas.
Meu coração se enche de alegria ao rever essa fotografia, me lembrando dos bons momentos que passei no ultimo carnaval. Mas essas boas lembranças logo são substituídas por lembranças obscuras quando viro a página do meu álbum, e me deparo com uma foto que demonstra nada mais do que medo e desespero. Uma foto de uma tragédia sem tamanho.
A foto retrata o massacre do Rio de Janeiro, onde um ex-aluno entro na escola armado e saiu atirando contra os alunos. No final dessa tragédia, foram 11 os alunos que perderam suas vidas.
É uma pena que um álbum de fotografias de um pais tão belo e cheio de vida tenha uma foto tão triste.
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Simples e pequenos, poderosos e essenciais
É um não contentar-se com o presente que nos enche de desejo de mudança. Um desejo tão forte e caloroso que nos possui de dentro para fora, corroendo nossas entranhas e nos impulsionando a fazer coisas que geralmente não fazemos.
Nossas ações têm reações no mundo em que vivemos, o meio que vivemos é apenas um reflexo do que somos.
Eu, particularmente, não estou apta a fazer o que pretendo. Todas as minhas pretensões e desejos de esvaiam da minha mente, dando lugar a incerteza e indecisão.
Sempre sonhei em fazer a diferença no mundo, ou de fazer a diferença apenas para uma pessoa já estaria bom, algo que eu pudesse me orgulhar, que pudesse olhar para trás quando fosse mais velha e sentir a mesma gratidão que senti ao fazer o que fiz. Fazer algo que me faça ser reconhecida e lembrada, mas não é tão simples assim.
Com toda a frustração da minha fraqueza, um pensamento me vem a mente.
“Não é preciso fazer atos heroicos para fazer a diferença, basta uma mão estendida para levantar um desconhecido caído, ou ate mesmo um simples sorriso para alguém que esteja passando na rua. São esses pequenos e simples gestos do cotidiano que nos fazem os verdadeiros heróis”.
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